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terça-feira, 26 de julho de 2016

O desenvolvimento do autista

A constituição da subjetividade de adolescentes autistas: um olhar para as histórias de vida

Bagarollo, Maria FernandaPanhoca, Ivone
Data de publicação: 2010-08-01

Resumo:

 
Human development is a result of social relations that are mediated, experimented and internalized by the individual. Thus, the way the subject is included in their social group has definite impacts on their constitution. Due to changes in social interaction, language and the presence of stereotyped behaviors, autistic subjects can have their participation in social and cultural life restricted, making their difficulties more pronounced. The objective of this study was to analyze the dialogic processes of five autistic adolescents focusing on: evidence taken from experiences lived by them in their daily lives and from social enunciations impregnated in their oral discourses, attempting to find subsides for the therapeutic process of such subjects. The empirical material was collected from two individual speech-language therapy sessions, which were recorded and transcribed, with three autistic adolescents. The sessions were addressed by looking at subjects' life stories and personal photographs were used as therapeutic resources. The analyses were qualitative and supported by microgenetic analysis. Results show that the subjects' experiences are provided by their school and family, and are related to leisure, trips, birthday parties, contact with more distant relatives, church. We also observed that parents and professionals extend the autistic person's childhood, representing them as children even during adolescence. Autistic subjects were observed to have relationships restricted to their families, with little opportunity for close contact with other people. We conclude that autistic subjects go through important and significant cultural experiences. However, they have little contact with peers from their age group.
 
O desenvolvimento humano é produto das relações sociais que são mediadas, vivenciadas e internalizadas pelo indivíduo. Assim, a maneira como o sujeito é inserido em seu grupo social tem impactos definitivos sobre sua constituição. Os indivíduos autistas, devido às alterações nas interações sociais, na linguagem e a presença de comportamentos estereotipados, podem ter a participação na vida social e cultural prejudicada, acentuando suas dificuldades. Os objetivos do trabalho foram analisar processos dialógicos de cinco adolescentes autistas enfocando: indícios de experiências que eles vivenciam no cotidiano e dizeres sociais impregnados em seus discursos orais, buscando subsídios para o processo terapêutico de tais sujeitos. O material empírico foi coletado a partir da realização, gravação e transcrição de duas sessões fonoaudiológicas individuais com três adolescentes autistas. As sessões privilegiaram o trabalho com as histórias de vida dos sujeitos e a utilização de fotografias pessoais como recurso terapêutico. As análises foram qualitativas, pautadas na análise microgenética. Os resultados apontam que as experiências que os sujeitos vivenciam são proporcionadas pela escola, pela família e relacionadas a passeios, viagens, festas de aniversários, convivência com parentes menos próximos, igrejas. Notou-se também que os pais e profissionais prolongam a infância de seus filhos autistas, representando-os, mesmo na adolescência, como crianças. Observou-se que os sujeitos autistas mantêm relacionamentos restritos às suas famílias, não demonstrando ter convivência com outras pessoas. Conclui-se que os sujeitos autistas vivem experiências culturais importantes e significativas para eles, porém, com pouca convivência com pares de seu grupo etário.
 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Aspectos Inerentes ao Desenvolvimento

Aspectos Inerentes ao Desenvolvimento da Criança com Autismo
Autora: Sílvia Ester Orrú

A sociedade costuma padronizar as pessoas como "normais", quando exercem uma profissão, são casados e possuem filhos, mesmo que, preconceituosamente, sejam tidas e, não raramente evitadas, por parecerem "esquisitas" ou diferentes da maioria das pessoas conhecidas
Para se alcançar melhor compreensão sobre o autismo e as implicações contidas no quadro sindrômico, visando a educação da criança autista, é preciso ter conhecimento sobre o desenvolvimento normal da criança e suas funções desenvolvidas, para que haja distinção do que seja realmente um comportamento autista. Discernindo suas características principais, seus limites, seu potencial capacitador, suas necessidades e prioridades que precisam ser estudadas e trabalhadas, com a finalidade de se proporcionar à pessoa com autismo, maior estabilização emocional possível e nível de desenvolvimento global mais próximo da normalidade.
Pessoas com autismo apresentam, desde cedo, um distúrbio severo do desenvolvimento, principalmente, relacionado a sua comunicação e interação social. Mas, por outro lado, podem apresentar incríveis habilidades motoras, musicais, de memória e outras, que muitas vezes, não estão de acordo com sua idade cronológica, apresentando-se bem mais adiantada do que deveriam estar.
Alguns autores têm se dedicado ao estudo do autismo desde a fase fetal, através das anamneses e entrevistas realizadas com mães de crianças autistas sobre seu período de gestação. O propósito deste trabalho é conhecer essa criança em circunstâncias mais concretas. Limitar-se-á a comentar seu processo de desenvolvimento a partir de seu nascimento.
De acordo com as escalas[1] de Shirley Apud Barros, (1991) Erickson (1976) e Piaget (1971), o desenvolvimento da criança ocorre de forma evolutiva, dentro de um determinado tempo, respeitando a individualidade de cada um, independente de raça, sexo ou grupo social ao qual pertença. Contudo, não é assim que se sucede com a criança com autismo. Seu desenvolvimento se dá de uma forma diferente e não padronizada.
Enquanto um bebê de dois a quatro meses de idade já possui capacidade para responder a estímulos internos e externos, tais como: chorar quando sente fome ou dor, manifestar um comportamento diferente quando não está confortado, reconhecer a voz de sua mãe e é capaz de reproduzir em si mesmo as expressões produzidas pelos adultos, um bebê autista, nem sempre reagirá da mesma forma.
Segundo o depoimento da mãe de W.F. (26 anos), um rapaz autista, quando bebê, poderia deixá-lo durante horas em seu berço, até mesmo, sem alimentá-lo, que reação alguma se percebia. Bebês autistas mostram-se em geral, muito passivos e indiferentes aos sinais sociais do meio em que vivem.
O desenvolvimento psicossocial do ser humano ocorre, naturalmente, desde a mais tenra idade, iniciando-se a partir do vínculo materno e produzindo através do contato diário com a mãe ou com aqueles que o cercam, experiências diversas que o levam a ter sensações de confiança, bem estar, amor ou sensações que sejam o inverso das citadas, que muito contribuirão para a formação da pessoa.
Pessoas com autismo, em geral, reagem de forma diferente. Falta-lhes a discriminação emocional, a empatia com o outro e a manifestação do desejo por algo. Percebe-se o desinteresse e falta de iniciativa desses bebês, diante de móbiles pendurados ou outros objetos colocados em seus berços. Normalmente, por volta dos quatro aos oito meses de idade, a criança já demonstra o desejo de alcançar o objeto, pegar e trazê-lo consigo, levando-o à boca ou jogando-o ao chão.
A linguagem apodera-se do homem, evoluindo-se dia após dia por meio da convivência e do diálogo que temos com outras pessoas, interagindo com elas desde pequenos. A partir do nascimento, a criança se expressa através de pequenos ruídos guturais, murmúrios, sorrisos, balbucios até dizer uma e depois, várias palavras no decorrer do desenvolvimento de sua linguagem.
Todavia, na maioria das vezes, observa-se retardo no desenvolvimento da linguagem de crianças com autismo ou regressão da capacidade de fala já adquirida, indo ao extremo do emudecimento (perda da fala) em certos casos, como é o caso de A.C., (4 anos) que passou naturalmente pelas fases da linguagem até completar dois anos de idade. Mas pouco tempo depois se emudeceu. Ao contrário do exemplo anterior, E.M. (9 anos), com autismo e síndrome de West, é uma criança que tem aos poucos, desenvolvido sua fala. Verbaliza várias palavras, canta diversas músicas, usa pequenas frases para se expressar e responde a perguntas simples, o que equivaleria ao desenvolvimento normal de uma criança com três anos de idade. Não coincidindo com ambos os casos citados, W.S. (6 anos) e R.T. (8 anos), nunca falaram, enquanto, E.C. (5 anos), apenas emite sons.
Crianças autistas que não apresentam outras síndromes ou lesões comprometedoras do desenvolvimento motor podem manifestar atrasos para começarem a andar, tal como aconteceu com W.F. (26 anos) que andou aos dois anos de idade, sem chegar a rastejar-se ou engatinhar. Porém, nota-se a necessidade de estimulá-los através de exercícios específicos realizados por fisioterapeutas e/ou outros estímulos globais que o motivem a andar, dependendo do caso. W.S. (6 anos) andou, aproximadamente, com quatro anos. Sua professora, diariamente, o colocava em pé e manipulava seus passos. Após firmar-se sozinho, davam passeios pela escola, desde que a professora estivesse segurando suas mãos. Atualmente, a criança anda sem auxílio, mas não se levanta do lugar em que estiver sentada sem que seja ajudada por alguém.
O atraso ou a falta permanente do controle esfincteriano pode ser observado em pessoas com autismo, como também, a não percepção e identificação com o progenitor de seu próprio sexo. Esta fase é merecedora de consideração para a formação da pessoa. A tendência ao isolamento claramente notada, pois tanto as pessoas que convivem com esta criança como as que lhe são desconhecidas, são por ela pouco distinguidas. A decepção dos pais diante do comportamento de seus filhos torna-os, muitas vezes, descrentes e frios com relação à possibilidade ou não de um dia conseguirem relacionar-se com eles.
É comum que crianças autistas tenham apego inadequado a determinados objetos e rotinas. Por esta razão, é preciso que se realize um trabalho estruturado e organizado com a mesma, para que se tire proveito do uso desse apego rotineiro. A fixação em realizar determinadas atividades, repetir permanentemente certas ações, preferir usar as mesmas roupas etc., são problemas de comportamento característicos dessas crianças que devem ser trabalhadas em seu dia a dia pelos pais e professores. Tem o intuito de modificar tais comportamentos por outros úteis e adequados ao momento, tendo em vista o desenvolvimento de sua autonomia, iniciativa e compreensão daquilo que está fazendo ou do que precisa fazer.
Distúrbios na alimentação, ausência de mastigação e paladar bizarro são habituais no autista. R.T (8 anos), rejeitava qualquer coisa que lhe oferecesse durante o almoço que não fosse pão, bolacha ou cenoura. Desde a segunda metade do ano de 1999, passou a aceitar alguns alimentos, como macarrão e salsicha. Possui paladar bizarro, comendo terra ou sabonete. W.S (6 anos) não tem preferências em sua alimentação, mas ingere sem nenhuma mastigação. E.M. (9 anos), não apresenta nenhum desses fatos. E.C. (5 anos), também possui paladar bizarro, lambendo sabonetes.
O processo de definição de identidade, normalmente iniciado a partir dos doze anos de idade, fase da puberdade e adolescência, fortalecido por meio dos aspectos observados nos pais, professores, amigos etc., tanto para serem preservados como abandonados em sua personalidade, concorre para o descobrimento e desenvolvimento da própria identidade e o enquadramento a um grupo social. É a fase onde o crescimento físico, variável de pessoa para pessoa, se dá com vistas para a definição adulta, considerando os fatores genéticos e os elementos do meio. Acontece, também, o amadurecimento sexual para a reprodução de sua própria espécie. Nesta fase, o isolamento social, a hostilidade e os problemas de disciplina inclinam-se a acontecer.
A puberdade, como um fenômeno essencialmente biológico, exerce transformações no organismo em sua estrutura e função. Devido o rápido crescimento e as alterações sofridas pelo organismo, surgem sintomas de cansaço e fadiga, com possíveis perturbações gástricas e falta de apetite.
As meninas, em especial, durante os primeiros períodos menstruais, estão sujeitas a dores de cabeça, dores nas costas, câimbras, dores abdominais seguidas de vômito, desmaios, irritações da pele, inchaços, tendendo a ficarem irritadas. Com o regular da menstruação, tais sintomas estão propensos a desaparecer, apesar de continuarem a existir, representando um período de sensibilidade física e emocional para algumas pessoas.
Para a pessoa com autismo, a puberdade e a adolescência também podem representar um período difícil de transição. Grandin (1992) comenta esta época como a pior fase de seu comportamento, a partir de sua primeira menstruação. Kyrkou (1995), em seu estudo sobre os sintomas associados com o ciclo menstrual em mulheres com autismo, explica que pessoas com autismo reagem de modo diferente ao período menstrual, tanto na fase da adolescência como posteriormente, a cada ciclo.
Os ataques de pânico, inquietude, cólicas causam uma situação mais propensa para hipersensibilidade do que ansiedade, ocorrendo de forma mais intensa em pessoas com a síndrome que possuam severo comprometimento de linguagem, pois não conseguem expressar o que estão sentindo ou o local a onde se concentra a dor. O uso de medicamentos pode ser útil para o alívio das dores e para o relaxamento físico e psicológico.
A criança autista, tal como qualquer outra criança, atravessa diversas etapas em seu desenvolvimento e conseqüentemente, torna-se um jovem-adulto. Pouco se fala sobre o jovem e o adulto com autismo, mas sem dúvida nenhuma, eles também chegam a essa idade e muitas vezes, chegam esperando por algo, assim como a maioria daqueles que têm a mesma idade.
Grandin relata que sentia-se isolada e só, que não sabia se iria encontrar alguém para amar. Em razão da complexidade que sentia ser os relacionamentos pessoais, optou por ficar sozinha e dedicar-se a estudos sobre autismo e sobre animais.
A sociedade costuma padronizar as pessoas como "normais", quando exercem uma profissão, são casados e possuem filhos, mesmo que, preconceituosamente, sejam tidas e, não raramente evitadas, por parecerem "esquisitas" ou diferentes da maioria das pessoas conhecidas. Casos assim podem ser típicos de autismo, porém, não tão severos como os que estão sendo citados. Pessoas com rotinas exageradamente estabelecidas, chamadas de alienadas pelas outras com quem convive, confusas no falar, complicadas para relacionar-se e com tendências ao isolamento, podem ser pessoas com características do autismo.
É possível e não incomum, encontrarem-se capacidades especiais que se contrastam com os déficits de comportamento existentes na pessoa com autismo em outras áreas. Temple Grandin era e é espetacular na área de zootecnia e construção de certas aparelhagens utilizadas com animais. David Hefgott tinha um talento único para o piano, Einstein, possuidor de diversos traços autísticos, até os três anos não havia articulado palavra alguma e só passou a se expressar de modo fluente aos dez anos, fora um gênio da ciência. W.F. (26 anos) com seis anos de idade já lia e escrevia de tudo, interessando-se por enciclopédias que mostrassem o corpo humano, hoje, está no último ano medicina, especializando-se em neurocirurgia. R.F (12 anos), com síndrome de Asperger, possui uma habilidade fantástica para memorizar números de telefone, datas de aniversário, cálculos de calendários, nomes e cores das bandeiras mundiais.

Para ler mais:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Função executiva para o autista

Função executiva do transtorno global do 

desenvolvimento

Artigo por Colunista Portal - Educação - sexta-feira, 19 de abril de 2013
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O autista tem dificuldade para calcular o tempo de suas atividades
O autista tem dificuldade para calcular o tempo de suas atividades
Luria (1986) define função executiva com a habilidade no planejamento de estratégias de resolução 
de problemas para a execução de metas, mediada pelo córtex frontal. Este conceito também 
apresenta uma clara intersecção com a capacidade de atenção e memória.

Belisário Jr. e Cunha (2010) entendem por Função Executiva, o conjunto de condutas de pensamento
 que permite a utilização de estratégias adequadas para se alcançar um objetivo. É "um conjunto 
de funções responsáveis por iniciar e desenvolver uma atividade com objetivo final determinado"
 (FUSTER, 1997).

Belisário Jr. e Cunha (2010) ainda afirmam que [...] essa função se relaciona com a capacidade de
 antecipar, planificar, controlar impulsos, inibir respostas inadequadas, flexibilizar pensamento e ação.
 Para estes autores todas essas capacidades são fundamentais e estão em uso sempre que se faz 
necessário agir diante de situações-problema, situações novas, na condução das relações sociais, 
no alcance de objetivos ou na satisfação de necessidades e alcance de propósitos, em diferentes 
contextos, sempre que esteja presente uma Intenção, um objetivo ou uma necessidade a ser atendida.


A Função Executiva capacita a pessoa para flexibilizar os modelos de conduta adquiridos pela
 experiência, para que ela possa se adaptar às variações existentes nas situações do presente. 
Não obstante, torna possível a sincronização de condutas em relação às intenções, considerando 
aspectos novos de cada momento e situação.

As capacidades relacionadas por Belisário Jr. e Cunha (2010) podem ser utilizadas em diferentes 
contextos, desde as mais simples, como obter um cafezinho em casa, ou em situações complexas, 
como manter um comportamento adequado em um lugar público, em um ambiente formal, seja um 
consultório médico, uma reunião de trabalho, no banco, utilizando as mesmas estratégias que se
 utilizam em casa para tomar o café. Cada situação exigirá uma conduta diferente, por isso o impulso 
de simplesmente tomar para si uma xícara de café deverá ser inibido ou adiado, depende da exigência
 do ambiente.

As mesmas capacidades estão implicadas quando se procura adequar os assuntos e posturas em 
diferentes situações sociais. Para alcançar um fim social impulsos são adiados ou até mesmo não 
são atendidos, sem contar na escolha de assuntos, de palavras, de atitudes, como, por exemplo, 
ser bem aceito ou conquistar a amizade de alguém.

Fazendo um jogo com os exemplos dados, constata-se que a Função Executiva está presente 
quando se inibe o impulso de servir o café, caso não seja oferecido, para passar uma impressão 
de educação diante de uma pessoa da qual se tem a intenção de se aproximar.

Também se pode dizer que tal função está presente quando se aproveita o momento em que a 
pessoa da qual se quer aproximar serve-se de café, para iniciar uma conversação, pedindo para 
ser servido, mesmo que não esteja com vontade. No processo de aprendizagem, sistematicamente 
as capacidades da Função Executiva são utilizadas, já que as informações e procedimentos 
aprendidos são necessários para a adaptação às novas situações.

Teixeira (2010) quando discorre sobre as funções executivas afirma que o córtex pré-frontal é a
 principal região do cérebro responsável pelas funções executivas e que crianças e adolescentes 
com diagnóstico de transtorno global do desenvolvimento,  provavelmente por alterações destas 
áreas cerebrais.

CreativeCommons
Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição 
desenvolvimento#!2oficial do Portal Educação.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/44840/funcao-executiva-do-transtorno-global-do-desenvolvimento#ixzz3uILsKjXe

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ensinar Sentimentos para crianças autistas











Por Adrienne Warber
Ensinar às crianças com sentimentos autistim pode ajudá-los a se relacionar com o mundo 
ao seu redor. Pode ser difícil para uma criança com autismo para entender seus próprios 
sentimentos e as reações emocionais dos outros. Uma série de técnicas e ferramentas de 
terapia pode ajudar os pais a ensinar os filhos sobre sentimentos.
Técnicas de terapia para os sentimentos de Ensino
Quando as crianças com autismo parecem indiferente ou insensível, isso não significa que eles 
não estão experimentando a emoção. Às vezes, as crianças autistas expressar suas emoções 
de forma diferente do que as pessoas normais fazem. Estudos têm demonstrado que crianças 
com autismo nem sempre reconhecem expressões faciais, que é parte da dificuldade em ler as
 respostas emocionais dos outros.
Os pais podem ajudar crianças autistas aprendem a expressar suas emoções de uma forma 
socialmente aceitável, ajudando-os a obter uma melhor compreensão das emoções. As seguintes
 técnicas e ferramentas de terapia pode ajudar os pais a ensinar as crianças com autismo sobre 
sentimentos:
·         








Cartões de imagem: As crianças com autismo aprendem melhor com a ajuda de recursos visuais, 
como cartões de imagem. Sistemas de cartões de imagem, como o Sistema de Comunicação por 
troca de figuras (PECS), pode construir linguagem no lugar do discurso para não-verbal. Estes 
tipos de ferramentas podem também proporcionar visual da vida tarefa habilidades, tais como a 
forma de se vestir. Para o ensino de sentimentos, o cartão de imagem retratam figuras de rostos 
de pessoas que expressam emoções diferentes.
·         Histórias Sociais: histórias sociais, desenvolvidas pelo Centro de Cinza , ajudar a ensinar 
habilidades sociais para crianças com autismo por meio de histórias que fornecem exemplos de 
situações sociais comuns. As histórias descrevem como responder à situação. Histórias sobre 
sentimentos e reações emocionais apropriadas pode ajudar uma criança autista aprender a 
compreender as emoções no contexto.
·         Applied Behavioral Analysis (ABA): terapia ABA usa o reforço positivo para incentivar o 
comportamento desejado. ABA também pode ser usado para ensinar uma criança autista sobre 
emoções em geral, fornecendo exemplos de comportamento emocional adequado para a criança 
para modelar e, em seguida, recompensar a criança quando ela dá as respostas emocionais corretos.
·         Terapia Jogar: Jogue técnicas de terapia , tais como desenvolvimento, individual-Difference, 
baseada em relacionamento (DIR) modelo do Dr. Stanley I. Greenspan (DIR Floortime), pode ajudar 
as crianças conectar emocionalmente com seus pais e de títulos. O simples ato de jogar criança 
levou para ensinar novas idéias é bastante eficaz para crianças com autismo.
·         Jogos Online: Muitas crianças com autismo gostam de jogar jogos de computador e podem ser 
uma ferramenta de aprendizado eficaz para ensinar sobre emoções. A Internet tem muitos jogos 
e atividades para ajudar as crianças autistas aprender sobre as emoções de uma forma que eles se 
envolve.
Chaves para o Sucesso
Os pais têm muitos recursos disponíveis para o ensino de emoções para crianças autistas. 
O componente mais importante para ensinar uma criança com autismo é cercar a criança com
 amor e ser sempre positivo.
Fonte:

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

AUTISMO E FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS


FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS 

NO AUTISMO: MEMÓRIA E ATENÇÃO


O Autismo é um conjunto de transtornos que se apresentam de forma bastante singular. A forma heterogênea deste transtorno, provavelmente, deve-se a soma de fatores etiológicos, ambientais e genéticos. Sendo que a diversidade de patologias associadas ao Transtorno do Espectro Autista enfatizam a ideia de que o conjunto de sintomas podem ser secundários a importantes alterações funcionais do cérebro.
Para entendermos essas alterações, devemos saber sobre as funções neuropsicológicas:
- MEMÓRIA
- ATENÇÃO
- FUNÇÕES EXECUTIVAS
Leia mais: