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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Terapia ABA

 


          Eu estava pesquisando sobre a terapia ABA e descobri que a USP mantém um programa de atendimento às crianças com autismo que utiliza a terapia ABA. 

         O projeto CAIS  (Centro para o Autismo e Inclusão Social) pertence ao IPUSP (Instituto de Psicologia da USP) e procura atender crianças com TEA e suas famílias.

         Para todas as crianças, há uma sequência curricular comum e um programa “Seguimento de Instruções”.







Para saber mais acesse:


Um espaço para o autismo dentro do IPUSP

https://sites.usp.br/psicousp/um-espaco-para-o-autismo-dentro-do-ipusp/


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Autismo e Birras

Autismo: Dicas de Como Lidar com os Comportamentos Inadequados

  • Querer fazer ou ter algo que proíbem;
  • Não querer fazer alguma coisa;
  • Tédio ou frustração;
  • Medo;
  • Provocar alguma reação do ambiente e das pessoas nele presente.
Outro fator no aumento da fúria em crianças com TEA, principalmente mais novas e com o passar do tempo é a reação do adulto, pois a grande maioria está acostumada a terem suas birras aceitas. Já que os pais acham difícil suportar constrangimentos, ficando irritados ou envergonhados e acabam cedendo às exigências do filho, reforçando a estratégia do filho, ou seja, os comportamentos inadequados ficam associados à recompensa (conseguir o que querem).
Os pais sentem medo e se sentem perdidos diante das reações inadequadas de seus filhos, ainda mais quando se trata de um autista, pois muitos podem vir a serem criticados, ás vezes sendo acusados de serem péssimos pais, incapazes de controlar seus filhos e em muitos casos, se os pais não cederem, a criança pode fazer birras cada vez maiores até conseguir o que quer. Ás vezes, as birras transformam-se em comportamentos autoflageladores, como por exemplo, bater a cabeça, ou agressivos, como bater em terceiros. Mas vale ressaltar a importância dos pais manterem seu papel de autoridade perante seus filhos, pois quanto mais tempo esses comportamentos duram, mais difícil é lidar com eles.
O QUE FAZER?
É necessário que em um primeiro momento seja realizado uma observação do caso, ou seja:
  1. Quais são os comportamentos inadequados?
  2. Em que situações e contexto os comportamentos surgem?
  3. Os comportamentos estão relacionados á algo agradável ou desagradável?
  4. Quando os comportamentos inadequados citados não acontecem?
  5. Os comportamentos estão relacionados à dificuldade de comunicação ou linguagem?
  6. Estão relacionados à necessidade da rotina e hábitos?
  7. Houve alguma mudança significativa em algum ambiente da criança?
  8. Como os outros reagem aos seus comportamentos inadequados?
  9. Acontece algo importante depois do seu comportamento?
  10. Quais os resultados positivos que a criança obtêm através de seus comportamentos inadequados?
A partir de suas respostas é possível de identificar com mais clareza se seu filho está tendo uma crise ou é apenas baixa tolerância á frustração, sendo demonstradas através de birras e comportamentos inadequados. Com o passar do tempo é possível dos pais e adultos que estão inseridos no ambiente do indivíduo distinguir suas reações.
COMO AGIR?
  • Não dê atenção à birra, demonstre à ela que o comportamento é inadequado e que desta forma ela não conseguirá o que quer.
  • Mantenha a calma, não grite, não brigue e não bata, ainda mais se os comportamentos inadequados do individuo forem os mesmos.

  • Se a criança se jogar no chão ou se colocar em uma situação perigosa, afastar apenas o que lhe oferece perigo, mas ignorar seu comportamento.
  • Assim que a criança se acalmar um pouco, der uma pausa no choro, chamar sua atenção para algo totalmente diferente, mas que possa despertar seu interesse. Pode mostrar algo no ambiente, comentar sobre algum desenho que ela goste, etc.
  • Manter a mesma conduta sempre que a criança apresentar esse tipo de comportamento. Nunca ceder! Uma vez que ela consiga o que quer com este comportamento, tentará outras vezes até conseguir novamente. Orientar outras pessoas que possam interferir a manter a mesma conduta.
  • Quando a criança estiver totalmente tranquila e atenta, demonstrar como ela deve proceder para conseguir o que pretendia.
COMO PREVENIR?
  • Dê atenção e a elogie quando tiver um comportamento adequado e esperado.
  • Fale olhando nos olhos da criança e explique, falando e se necessário mostrando, através de figuras ou fotos, o lugar que ela irá, as pessoas que estarão no ambiente ou só diga a atividade que será realizada, sendo anteriormente, para que assim, o indivíduo saiba o que acontecerá e se frustrará menos.
  • A ajuda de uma equipe multidisciplinar auxilia bastante tanto no que diz respeito á orientações, quanto ao desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida do indivíduo a curto e longo prazo.
fonte:

Autismo e crises nervosas

Como Lidar com Crises Nervosas em Crianças com Autismo e Asperger

As crises nervosas são comuns em crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas ocorrem quando elas ficam estressadas, chateadas ou hiperestimuladas. Os ataques podem ser perigosos para a criança e assustadores para os pais, por isso é importante desenvolver uma forma eficaz de lidar com eles e minimizar a sua ocorrência.

Para ler todo o conteúdo acesse:

terça-feira, 21 de junho de 2016

Psicopedagogia e autismo


Utilize este link para identificar ou citar este item: http://bdm.unb.br/handle/10483/11055
Título: Psicopedagogia e autismo : possibilidades de uma prática (atraves)sada pela psicanálise
Autor(es): Lago, Maria Jéssica Rocha
Orientador(es): Queiroz, Elizabeth
Assunto: Psicopedagogia - psicanálise
Psicopedagogia - autismo
Psicanálise
Autismo - psicopedagogia
Crianças - intervenção psicopedagógica
Autismo em crianças
Data de apresentação: 2015
Data de publicação: 1-Set-2015
Referência: LAGO, Maria Jéssica Rocha. Psicopedagogia e autismo: possibilidades de uma prática (atraves)sada pela psicanálise. 2015. 56 f., il. Monografia (Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.
Resumo: Não há consenso sobre o que verdadeiramente seja o autismo e tampouco sobre sua etiologia. Os embates epistemológicos caracterizados pela falta de diálogo entre as diferentes aéreas que se dispõem a estudar e intervir neste campo, dificultam as trocas, já que se fala a partir de diferentes lugares e objeto, pois o autismo da psiquiatria não é o mesmo da psicanálise, por exemplo. Neste sentido, o presente trabalho se propõe a discutir, a partir de uma prática psicopedagógica (atraves)sada pela psicanálise, sobre as possiblidades de intervir junto a uma criança de dez anos, estudante do 5º ano, diagnosticada com autismo. Foram realizadas entrevistas com a mãe e a professora a fim de levantar informações e histórico sobre o caso bem como encontros de avaliação com a criança. Após análise de todo esse material foi planejada uma intervenção de três encontros, focada na escrita da criança. Observou-se interesse e bom desempenho na consecução das atividades propostas evidenciando que tais resultados foram alcançados a partir do momento em que o psicopedagogo se implicou no processo apostando na criança e trabalhando a partir de suas possibilidades, na contramão do discurso hegemônico que sentencia uma desculpabilização do profissional frente ao diagnóstico do autismo.
Informações adicionais: Monografia (especialização)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento, 2015.
Aparece na Coleção:Psicopedagogia Clínica e Institucional


Fonte:
http://bdm.unb.br/handle/10483/11055

A Terapia Ocupacional no Contexto Escolar

TERAPIA OCUPACIONAL COM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO CONTEXTO ESCOLAR: POSSÍVEIS ESTRATÉGIAS

Claudeci Santos Silva, Márcia Cristina de Araújo Silva

Resumo


Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA ) apresentam déficits na comunicação social e interação social e padrão de comportamento, interesses e atividades restritos e repetitivos. Com a política de inclusão, essas crianças passam a frequentar cada vez mais o ambiente escolar, pois acredita-se que a escola exerça um papel importante para o desenvolvimento cognitivo e competências sociocognitivas. O objetivo do estudo foi identificar as principais estratégias que podem ser utilizadas pelos Terapeutas Ocupacionais com crianças TEA inseridas em escolas comuns. O trabalho foi elaborado a partir de uma revisão bibliográfica com pesquisas a artigos científicos em bases de dados, publicados no período de 2009 a 2014. Selecionaram- se apenas artigos cujas estratégias foram desenvolvidas/realizadas por terapeutas ocupacionais no contexto escolar. Observou-se com o presente estudo a importância da presença do terapeuta no contexto escolar como figura fundamental na inclusão de alunos com TEA e que ainda há carência de produção brasileira em terapia ocupacional sobre o assunto.

Palavras chave: Autismo, escola, Terapia Ocupacional

Texto completo:

PDF

Fonte:

sábado, 28 de maio de 2016

Terapia Ocupacional


A aplicabilidade da terapia ocupacional no tratamento do autismo infantil

Thelma Simões Matsukura

Resumo


o presente trabalho discute algumas das possíveis contribuições da terapia ocupacional no tratamento do autismo infantil. Aborda aspectos relacionados ao referencial teórico do autismo infantil e da terapia ocupacional que se utiliza de uma orientação psicodinâmica, para, então, através do relato de um estudo de caso, tecer considerações acerca dos diferentes aspectos envolvidos neste processo de tratamento.
Para 0 estudo de caso são considerados dados de filmagem de vídeo tape de 9 sessões de atendimento clínico em terapia ocupacional, realizadas ao longo de um ano e meio, de uma criança autista previa mente diagnosticada. Através da metodologia de observação direta foram caracterizadas aproximadamente 70 categorias de comportamentos, que foram posteriormente agrupadas tendo como base 0 contato da criança com objetos, consigo própria e com 0 outro (terapeuta). Este procedimento resultou em 14 grupos de categorias referentes aos aspectos não verbais e 8 categorias referentes aos aspectos verbais. Oeste total, uma parcela representativa e apresentada, evidenciando que, de um modo geral, ocorre uma diminuição de comportamentos primários que dão lugar a um aumento de comportamentos mais elaborados apresentados pela criança ao Iongo do tratamento proposto. Procura destacar, então, a importância do instrumento terapêutico especifico da terapia ocupacional - a atividade - e da relação terapêutica como fundamentais no processo de intervenção realizado com a criança autista.

Texto completo:

PDF

Terapia Ocupacional no autismo


qual a finalidade?

Artigo por Colunista Portal - Saúde - 
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Essa técnica é uma importante aliada no tratamento
Essa técnica é uma importante aliada no tratamento
A terapia ocupacional é uma importante técnica que visa intervir no cotidiano das pessoas de 
maneira que as capacidades motoras, cognitivas e perceptivas possam ser estimuladas. 
Essa técnica é uma importante aliada no tratamento de pessoas com autismo em especial 
pela sua capacidade de recondicionamento social e desenvolvimento da autonomia pessoal.

O desenvolvimento de um programa que esteja de acordo com as limitações impostas por um
 quadro de autismo é fundamental para que os resultados sejam alcançados e o indivíduo fique
 cada vez mais próximo da sua autonomia pessoal. Em geral esses programas utilizam três 
abordagens distintas:

Motora – esse programa visa o desenvolvimento das atividades motoras do indivíduo, as 
pessoas autistas em geral possuem dificuldades de perceber o corpo como uma extensão 
do pensamento. Essa fragmentação ante as funcionalidades do corpo pode ser trabalhada
 através de inúmeras atividades lúdicas que estimulem essa integração do corpo com a mente.

Perceptiva – a fragmentação sensorial pode atingir também os cinco sentidos (visão, 
audição, paladar, tato e olfato), criar terapias que estimulem essas percepções sensoriais 
é uma importante maneira de tornar o autista mais proativo nas interações com o ambiente 
que o cerca e as pessoas de modo geral.

Cognitiva – a integração das áreas motora e perceptiva é fundamental para o fortalecimento 
do processo cognitivo, isto é, o processo de aprendizado permanente que auxilie o indivíduo 
a lidar com situações com base nas suas experiências anteriores assim como nós. Vale ressaltar
 que o trabalho com foco na área cognitiva é importante principalmente nos processos de 
interação social, pois em geral o intelecto dos autistas é acima da média.

A terapia ocupacional é uma importante maneira de incentivar o autista a fazer parte da sociedade,
 através dessas terapias é possível desenvolver a capacidade investigativa e a curiosidade em 
assuntos variados. Essa sede de conhecimento invariavelmente acaba por levar a pessoa a 
desenvolver laços sociais que são importantes para a pessoa situar-se dentro do seu círculo 
de convívio. A integração de pais e educadores é fundamental nesse processo, bem como o
 prognóstico precoce de um quadro de autismo.

Fonte:




http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/52189/terapia-ocupacional-no-autismo-qual-a-finalidade#ixzz49xILXv4W

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Autismo e animais de estimação


Autismo e animais de estimação: mais provas de benefícios sociais

Um novo estudo dá ainda mais apoio à ideia de que a interação com um animal de estimação é muito benéfico para uma criança com autismo. No entanto, o autor enfatiza a necessidade de considerar as sensibilidades de cada criança, bem como a dinâmica familiar, ao escolher qual animal adotar.


O estudo, publicado em um periódico de Enfermagem Pediátrica, questionou os pais de crianças com autismo a respeito das interações das crianças com cães. Quase dois terços das famílias tinha um cachorro de estimação. Destes, 94 % disseram que seu filho era fortemente ligado ao animal de estimação. Mesmo nas famílias sem cães, 7 em cada 10 pais disseram que seus filhos interagiam com cães.


Pesquisas anteriores envolvendo crianças com autismo descobriram que aquelas com um animal de estimação de família desde pequenos tendem a ter maiores habilidades sociais. Uma outra pesquisa mostrou como os comportamentos sociais em crianças que apresentam autismo melhoram temporariamente, mesmo após um período curto de brincadeiras com um animal. Diversos projetos comunitários também têm apoiado programas de eqüino-terapia bem sucedidos para crianças com autismo.
“As crianças com autismo podem se beneficiar especialmente com a interação com cães, que podem fornecer amor incondicional e companheirismo sem julgamento”, diz o autor do novo estudo, a Dra. Gretchen Carlisle. A Dra. Carlisle é uma pesquisadora do Centro de Pesquisas em Interação Humano-Animais da Universidade de Missouri, Faculdade de Medicina Veterinária.

A necessidade de uma análise cuidadosa

A Dr. Carlisle enfatiza que os pais devem considerar as sensibilidades de seus filhos com cuidado ao escolher um animal de estimação para garantir uma boa compatibilidade. “Trazer um cão para qualquer família é um grande passo, mas para as famílias de crianças com autismo, receber um cão é uma decisão que deve ser levada muito a sério”, diz ela. Por exemplo, uma criança que é facilmente agitada ou tem sensibilidade a ruídos pode ter grande dificuldade com um cão extremamente ativo ou que tende a latir.
Embora seu estudo tenha abordado a posse de cães,  a Dra. Carlisle enfatizou que outros animais de estimação, com gatos ou pássaros, podem ser mais adequados para certas crianças e famílias, dependendo de diversos fatores.
Fonte: Autism Speaks traduzido e adaptado por Psiconlinews

Bichos de estimação

Animais e crianças com distúrbios de aprendizagem e outros desafios

Algumas crianças com autismo ou outras dificuldades de aprendizagem são mais capazes de interagir com animais do que pessoas. As crianças autistas muitas vezes dependem de sinais não-verbais de comunicação, assim como os animais fazem: aprender a se conectar primeiro com um cão ou gato pode ajudar uma criança autista em suas interações com as pessoas.
Animais de estimação também podem ajudar as crianças com dificuldades de aprendizagem a aprender a regular o stress e acalmar-se, tornando-as melhor equipadas para superar os desafios de sua doença.Ao brincar com um animal a criança permanece alerta e atenta durante o dia, e pode reduzir também o stress e frustração causados por alguma deficiência de aprendizagem.
Fonte: HelpGuide.org

sexta-feira, 11 de março de 2016

Percepção musical em crianças autistas

Percepção musical em crianças autistas: melhora de funções interpessoais- por Bruna Luiza Guerrer, Jaqueline Lima de Menezes


Resumo
Estudos sugerem que as áreas do processamento da linguagem em indivíduos autistas têm ativação reduzida. Além disso, estes apresentam anormalidades em circuitos cerebrais, como: atraso no desenvolvimento maturacional dos circuitos do sistema límbico, número diminuído de células de Purkinje no cerebelo, aumento do volume do córtex frontal, dentre outras. No entanto, apesar destas anormalidades, as habilidades musicais são frequentemente preservadas. As regiões cerebrais associadas à linguagem e à música se sobrepõem,  o que sustenta a possibilidade de reabilitação desta através da música, que traz ainda eficaz melhoria no comportamento social e comunicativo através do aumento da atenção compartilhada. Pesquisas apontam benefícios da música na neuroplasticidade e provam que intervenções baseadas em música podem ser usadas para fortalecer conexões entre as regiões frontal e temporal, que apresentam anormalidades nos autistas. Atividades relacionadas à música envolvem imitação e sincronização, levando à ativação de áreas que contêm neurônios-espelho e proporcionando o desenvolvimento da cognição social, tarefas nas quais indivíduos autistas tipicamente mostram dificuldades.

Palavras – chave: autismo, neurônio-espelho, música, neuroplasticidade.



Música, Autismo e Teoria da Mente
Atribuir estados mentais é talvez uma das formas mais complexas de raciocínio que envolve seres humanos (Kana et.al., 2009). A Teoria da Mente é referida como a capacidade de atribuir estados mentais como crenças, desejos, conhecimentos e pensamentos a outras pessoas e predizer ou explicar o comportamento das mesmas em função destas atribuições (Baron-Cohen et. al.,1985). Crianças com desenvolvimento típico geralmente mostram evidências da Teoria da Mente em torno de quatro anos de idade quando começam a compreender as perspectivas de outras pessoas (Molnar-Szakacs et. al., 2009). O prejuízo na Teoria da Mente no autismo muitas vezes resulta em dificuldades de comunicação e interação que sustentam a vida cotidiana, apresentando um pobre desenvolvimento social, imaginário e comunicativo (Kana et.al., 2009).Déficits sociais específicos entre os indivíduos com transtorno autista geralmente incluem dificuldades em expressar emoções, compreender as emoções dos outros e empatia, bem como a incapacidade de interpretar os sinais sociais, avaliar a formalidade de eventos sociais, e agir em conformidade. A incapacidade de entender as expressões emocionais dos outros e responder apropriadamente impede o desenvolvimento de relações interpessoais significativas, colocando-os em risco de rejeição social (Frith, 2004; Baron-Cohen, 1995). A imaginação é relevante para a teoria da mente, uma vez que envolve a construção e a compreensão de um mundo irreal. Um estudo de crianças com autismo investigou a capacidade de desenhar objetos irreais ou impossíveis (como uma pessoa com duas cabeças), e descobriu que crianças com autismo ou eram relutantes ou menos capazes de produzir tais desenhos. No entanto, há evidência de persistentes deficiências na imaginação em crianças com autismo em uma série de tarefas não restritas ao desenho, como contar histórias, e medidas de criatividade padrão (Baron-Cohen, 1995). Décadas de pesquisa em musicoterapia têm indicado que a música facilita e apóia o desejo de crianças autistas de se comunicar. Algumas das áreas de melhoria verificadas incluem: aumento adequado dos comportamentos sociais, estereotipia, aumento de verbalizações, gestos e compreensão, e aumento dos atos comunicativos e engajamento com os outros, entre outros efeitos positivos (Wigram; Gold, 2006; Molnar-Szakacs et. al., 2009 ).


Conclusão
A musicoterapia direcionada ao autismo mostrou grandes benefícios na melhoria da capacidade de resposta interpessoal. Estes resultados foram observados mediante o desenvolvimento das áreas relacionadas à linguagem e comunicação, aumento da atenção compartilhada e estimulação das respostas de neurônios-espelho. A musicoterapia proporciona prazer, promoção intelectual e emocional, interação com outras pessoas, treinamento de habilidades lingüísticas e motoras, além de ser livre de efeitos colaterais. Entretanto, futuros estudos nesta área devem ser estimulados para proporcionar uma avaliação mais aprofundada destas hipóteses.
 Bruna Luiza Guerrer, Jaqueline Lima de Menezes-acadêmicas do curso de Medicina-FCS-UFGd-XIIa turma


Para ler mais, acesse:

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Música ajuda no desenvolvimento

Música ajuda crianças com autismo e síndrome de Down



"Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2015/08/1671850-criancas-autistas-e-com-sindrome-de-down-evoluem-com-a-musica.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado."


Obs.: Não pude copiar o conteúdo, por causa dos direitos autorais da Folha, 

mas a notícia é bem interessante, para vê-la acesse:


A Musicoterapia e seus benefícios

A MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM PERTURBAÇÃO DO ESPECTRO DO AUTISMO.

Por Nataly Pessoa



  • Considerações importantes sobre as crianças autistas:  as crianças dentro do espectro autista apresentam-se como "desconectadas", ausentes na sua presença, rítmicas nos seus rituais e nas suas estereotipias, melódicas nas suas ecolalias suas ecolalias e nos seus gritos, harmônicas em suas desarmonias.
  • Música: é considerada como um meio de expressão não verbal, é um tipo de linguagem que facilita a comunicação e a exteriorização de sentimentos, permitindo às pessoas descobrir e redescobrir o que há nos seu interior e partilhá-los com os seus pares.
  • Musicoterapia: alguns investigadores demonstraram que a terapia musical pode afetar positivamente o comportamento de pessoas com Autismo. É importante destacar que este tratamento só deve ser feito por terapeutas com formação na área. Existem circunstâncias nas quais a terapia musical pode ter efeitos negativos, quando não praticada corretamente. 

Atenção!

  • Nas primeiras etapas do tratamento, as crianças com autismo podem recusar ou ignorar qualquer tipo de contato com outra pessoa, inclusive com o terapeuta; 
  • Um instrumento musical pode servir como um intermediário efetivo entre o paciente e o terapeuta, oferencendo-lhe um ponto de contato inicial;
  • A Musicoterapia e a música podem ser muito efetivas em reforçar e mudar o comportamento social da criança Autista;
  • As atividades com música, por exemplo, servem como estímulo à realização e ao controle de movimentos específicos, contribuem na organização do pensamento, e as atividades em grupo favorecem a cooperação e a comunicação. Além disso, a criança fica envolvida numa atividade cujo objetivo é ela mesma, onde o importante é o fazer, participar, não existe cobrança de rendimento, a sua forma de expressão é respeitada, a sua ação é valorizada e através do sentimento de realização ela desenvolve a auto-estima;
  • As atividades musicais favorecem a inclusão das crianças com Autismo

Muito importante!

    A terapia musical em crianças com Autismo pode:
  1. Romper com os padrões de isolamento e abandono social e contribuir para o desenvolvimento sócio-emocional;
  2. Facilitar a comunicação verbal e não verbal;
  3. Reduzir os comportamentos consequentes de problemas de percepção e de funcionamento motor, e melhorar o desenvolvimentas nestas áreas;
  4. Facilitar a auto-expressão e promover a satisfação emocional;
As atividades terapêuticas propostas são: 
  1. Canto;
  2. Tocar Instrumentos;
  3. Movimento com a música;
   Cada atividade musical influencia em vários aspectos no desenvolvimento motor e comportamental das crianças autistas. 

 Fonte:

Música e autismo

Música e autismo: uma dupla que dá certo


Apesar de ser um transtorno incurável, as pesquisas mostram que existem muitos autistas que por terem boa assistência durante a infância, cresceram, se desenvolveram muito bem e muitos inclusive apresentaram inteligência superior em certas áreas, se destacando no mercado de trabalho.
O fato de pensar de uma forma muito lógica, faz com que muitos autistas tenham muita facilidade em matemática e em música. Aliás, cada vez mais estudos apontam a música como ferramenta poderosa para desenvolver habilidades, inclusive em crianças autistas. Somos estimulados através dos sons (matéria-prima da música), desde o quinto mês de vida intra-uterina, quando nosso sistema auditivo está apto para receber informações. A música é interessante para a criança desde sempre e isso é maravilhoso, porque a motivação (vontade e interesse em querer aprender o conteúdo) é essencial para a construção da aprendizagem. Os pais dos autistas geralmente recebem orientações, para que estejam atentos aos interesses do seu filho, porque ao descobri-los, poderão utiliza-los como links para desenvolver diversas habilidades. A música é sem dúvida uma destas pontes, que atraem a atenção da criança autista e que é uma facilitadora de aprendizagens. Estudos de ressonância magnética funcional, apontam que a música causa um efeito único em pessoas autistas, principalmente como intervenção terapêutica. A música, quando utilizada de forma adequada, é capaz de relaxar, trazer sensação de bem-estar, o que pode auxiliar de forma natural, no tratamento em conjunto com outras terapias. Outro fato importante, é que pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), apesar de terem grande dificuldade em perceber sentimentos nas expressões faciais, são capazes de perceber sentimentos de alegria e tristeza em uma peça musical, ou seja, os sentimentos de uma peça musical torna-se mais claro para um sujeito com TEA do que a visualização de expressões faciais. A música tem o poder de ser uma facilitadora de comunicação, mas para que o autista seja realmente beneficiado, com resultados à longo prazo, é necessário que a música seja utilizada de acordo com os interesses da criança, com um professor que realmente conheça as especificidades do transtorno e que saiba utilizar técnicas de musicoterapia (terapia alternativa que utiliza a música como ferramenta para desenvolver habilidades e objetivos pré-estabelecidos no indivíduo). Nas aulas, são utilizadas atividades que promovem um vínculo de respeito e confiança entre o aluno e o professor, que planeja as interações de acordo com a maturação biológica do aluno. O espaço onde as aulas acontecem deve ser seguro, livre de distrações e o material oferecido não deve oferecer qualquer perigo.
Fonte:

domingo, 2 de agosto de 2015

TERAPIA DA FALA e Desenvolvimento Infantil

 

Ana Marques  - Mestre em Terapia da Fala pela UCP

PEL - Défices Semântico-Pragmáticos

Este artigo visa uma revisão sobre a teoria e investigação no âmbito das perturbações específicas de linguagem (PEL), mais propriamente nos défices semântico-pragmáticos.

3 - Autismo e o défice semântico-pragmático
Dorothy Bishop percebeu que deveria haver alguma ligação entre os défices semântico-pragmáticos e os das perturbações do espectro do autismo (PEA) e do síndrome de Asperger (Bishop, 1989 citado por Shields, 1991).
Nos últimos anos, tem-se debatido sobre se o défice semântico-pragmático é ou não, na verdade, um diagnóstico adequado, ou simplesmente um termo descritivo para os problemas da comunicação e da relação, dificuldades encontradas em pessoas com autismo (Shields, 1998). Os resultados da investigação indicam que o défice não pertence ao espectro autista e tem subjacente a mesma tríade (relações sociais, comunicação e imaginação) do autismo (Shields, 1998).
As crianças autistas, tais como as com défice semântico-pragmático, apresentam um atraso no desenvolvimento da linguagem e um uso anormal da mesma, apresentando défices nas áreas da prosódia, no uso da linguagem para a socialização e na habilidade de ler as expressões emocionais (comportamentos não verbais da comunicação / relação).
Bishop & leonard verificaram que as dificuldades pragmáticas, não são apenas secundárias a problemas estruturais da linguagem nestas crianças, no entanto, também não são critério para um diagnóstico de autismo. Uma solução dada para as classificar foi denomina-las como défice semântico-pragmático, como uma entidade de diagnóstico, distinta tanto da PEL como de uma PEA.

http://terapiadafalaedesenvolvimento.blogspot.com.br/2011/10/pel-defices-semantico-pragmaticos.html